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Os Nossos Conselhos

A MARTINS & IRMÃO, LDA elaborou uma lista de perguntas e respostas com a qual que pretende reunir, informações, instruções e conselhos sobre o uso, gestão e conservação da casa que o irão ajudar a instalar-se e a viver no seu novo lar.

As suas perguntas, as nossas respostas, os nossos conselhos.

 

1. Zonas Comuns

more 1.1. O que são as zonas comuns dos edifícios?

    São zonas comuns, as zonas de utilização colectiva pelos moradores:

  • a estrutura do prédio (alicerces, pilares, paredes mestras e telhado),
  • entrada, vestíbulo, escada, caixa dos ascensores, telhado e terraços,
  • acessos a zonas de circulação da garagem,
  • instalações gerais (Rede Eléctrica geral do prédio e dos serviços comuns, Antenas colectivas, Rede geral de telefones, Rede geral de água, Rede geral de esgotos, Chaminés e rede de ventilação natural e forçada, Rede de Incêndios e desenfumagem)
  • elevadores
more 1.2. Que cuidados devo ter na garagem comum do edifício?

    No parqueamento deverá circular lentamente, ocupar apenas o espaço que lhe está atribuído e evitar:

  • a circulação automóvel com viaturas de altura superior a 1,90m,
  • derrames ou qualquer situação que possa ser foco de incêndio ou provocar explosão,
  • obstruir a circulação e o estacionamento de outros veículos,
  • a lavagem de viaturas, embora as caves tenham esgoto de águas de lavagem.
more 1.3. Que cuidados devo ter na utilização dos elevadores?
  • Não deixe as portas mal fechadas,
  • Evite fazer cargas e descargas de objectos volumosos nas horas de maior movimento de entradas e saídas dos seus vizinhos,
  • Evite o transporte de materiais que possam derramar ou causar maus cheiros,
  • Em caso de avaria comunique imediatamente ao Administrador.
more 1.4. Como proceder em caso de avaria dos elevadores?
  • Existe um alarme sonoro no interior da caixa do elevador que permite alertar os vizinhos no caso de alguém ali ficar retido,
  • As chaves da Casa das Máquinas devem estar na posse do Administrador,
  • Uma vez na casa das máquinas:

    1. Desligar a corrente no quadro eléctrico existente junto à porta,
    2. Puxar a alavanca para abrir o travão,
    3. Rodar o volante (roda de desvio) manualmente para a direita ou esquerda, de modo a levar o elevador ao piso mais próximo,
    4. Com o elevador nos pisos, as portas abrem normalmente e as pessoas retidas podem abandonar a cabine.
    5. Caso não seja possível obter a chave da casa das máquinas e manobrar a roda de desvio, chamar os Bombeiros,
    6. Comunicar a ocorrência à Administração para que chame a Assistência Técnica dos elevadores.

    É importante que na primeira assembleia de condóminos se defina a quem deverão ser confiadas as chaves das máquinas, de modo a assegurar a sua disponibilidade permanente no prédio.

    É importante também que todos os condóminos aprendam a desligar o quadro do elevador e a manobrar a roda de desvio.

more 1.5. Quais são as principais obrigações dos residentes relativamente ás zonas comuns?

    Os residentes estão sujeitos a determinados encargos, destinados a suportar as despesas de manutenção e utilização das partes comuns. Esses encargos assumem a forma de despesas periódicas correntes e despesas pontuais extraordinárias.

    Despesas de Manutenção Corrente:

    1. limpeza de escadas, acessos comuns e garagem,
    2. manutenção dos elevadores,
    3. substituição de lâmpadas em escadas, garagem e outros espaços comuns,
    4. energia para funcionamento de serviços comuns.

    Despesas de Manutenção Extraordinária:

    1. obras de conservação do edifício,
    2. reparações indispensáveis e urgentes.

    Cabe ao Administrador do Condomínio promover a manutenção e conservação das zonas comuns e gerir bens e encargos comuns do prédio.

    Mas a responsabilidade pela boa manutenção das zonas de instalações comuns é de todos os residentes

2. Apartamento

more 2.1. Quais as regras básicas de manutenção do meu apartamento?
  • Areje a casa todos os dias, em particular a cozinha, para garantir a total renovação do ar. Evitará assim condensações e humidades. A janela da cozinha deve estar aberta enquanto estiver a cozinhar, ou a utilizar o ferro a vapor ou o secador de roupa.
  • Lave frequentemente o chão da cozinha e das casas de banho,Lave com regularidade os mosaicos, os móveis e os electrodomésticos da cozinha com um produto desengordurante. Os vapores dos cozinhados não são totalmente absorvidos pelo exaustor. A gordura deposita-se por isso nas superfícies formando uma película fina a que a poeira ambiente adere. Formando-se assim manchas de gordura e pó, sobretudo na zona junto ao fogão.
  • As manchas de ferrugem no lava-loiça inox removem-se com limão puro e as manchas de água com bicarbonato de sódio.

  • Mantenha bem vedadas as juntas entre os azulejos e em torno do lava-loiças e das banheiras, de modo a evitar infiltrações.
  • Limpe a superfície do exaustor com água e detergente, sem esquecer a parte inferior da pala frontal. Limpe o filtro do exaustor regularmente, pois o excesso de gordura acumulada pode provocar incêndio em caso de contacto com a chama. O exaustor tem um filtro que retém a gordura contida no ar absorvido e que é necessário inspeccionar e limpar mensalmente.
  • Aproveite a limpeza do filtro para limpar o interior do aparelho. Esta operação não deve ser descurada, uma vez que a acumulação excessiva de gorduras constitui um risco elevado de incêndio.

  • Limpe com frequência a banheira e as paredes da casa-de-banho com uma solução de lixívia diluída de modo a remover os fungos (manchas escuras) que tendem a formar-se. Para as juntas utilize um pincel ou uma escova evitando o contacto directo da lixívia com a pele. Para remoção do calcário que se forma junto das torneiras, utilize também lixívia durante alguns minutos, removendo depois a sujidade com água e detergente.
  • Para o tecto, enrole na vassoura um pano embebido em solução de lixívia, limpando-o depois com movimentos certos.

    As limpezas quotidianas e semanais da sua habitação não substituem a limpeza geral que deverá fazer (pelo menos) uma vez por ano. Deve planear esta tarefa com antecedência e criar as condições adequadas para a sua realização.

2.2. Quais as técnicas de limpeza indicadas para?
more 2.2.1. Persianas

    A limpeza das persianas faz-se com as lâminas em suspensão. Primeiro com um pincel para retirar o pó e, depois, com um pano embebido em água e detergente de lavar louça.

    As matérias “agarradas” retiram-se com palha de aço fina.

    É necessário limpar regularmente o pó às persianas. Para o efeito, pode utilizar uma escova própria, que permite limpar vária lâminas ao mesmo tempo, ou um aspirador munido de um bocal de sucção apropriado.

more 2.2.2. Caixilhos das janelas

    Desencaixe as janelas dos caixilhos e retire previamente o pó com um pano seco. Depois, se necessário, recorra ao cano mais fino do aspirador para retirar o pó que se acumula nos cantos.

more 2.2.3. Vidros

    Existem vaporizadores que contêm um produto de limpeza próprio para os vidros. A sua utilização facilita o trabalho pelo menos nos vidros pequenos. Mas se forem utilizados em grandes superfícies tornam-se bastante caros. Nesses casos, é preferível utilizar os produtos “tradicionais”.

    Experimente lavar os vidros com água quente, juntando a cada litro de água um dos seguintes produtos:

    1. Uma colher de sopa de amónia;
    2. Duas colheres de chá de ácido bórico;
    3. Uma ou duas colheres de chá de bicarbonato de sódio;
    4. Uma chávena de álcool desnaturado.

    Atenção: o álcool e a amónia atacam a tinta e o verniz. Por isso não deixe que estas substâncias atinjam os caixilhos. Para evitar que isso aconteça, limpe cuidadosamente a zona próxima dos caixilhos  e só depois a área central do vidro. Se o vidro estiver muito sujo, enxagúe e recomece. Em seguida, seque o vidro com uma camurça limpa e húmida, papel de jornal ou papel de cozinha absorvente.

    Nunca esfregue um vidro sujo com um pano seco, para não o riscar. Além disso, também não é conveniente lavar os vidros enquanto lhes dá o sol: a secagem demasiado rápida deixa manchas. O mesmo acontece se utilizar detergente.

    Nunca se debruce na janela para limpar a parte exterior dos vidros! No caso das janelas de correr, retire-as primeiro do caixilho, limpe-as dentro de casa e volte a colocá-las no lugar.

more 2.2.4. Mármores

    A conservação do mármore levanta um certo número de problemas ligados à sua porosidade natural. Não é fácil retirar nódoas do mármore.

    Se as manchas forem de vinho, chá ou café esfregue com uma solução de quatro partes de água para uma de água oxigenada. Limpe logo e repita se necessário.

    Para outras manchas: cubra com sal as manchas na superfície do mármore. Se não forem difíceis, escove o sal e repita a aplicação enquanto as manchas vão sendo absorvidas. Se a mancha persistir, deite leite azedo sobre o sal e deixe-o actuar durante vários dias. Limpe-o depois com um pano húmido bem torcido.

    No mármore nunca utilize produtos ácidos.

more 2.2.5. Paredes e Tectos

    Antes de limpar as paredes e tectos, é conveniente retirar os cortinados e enrolar as carpetes. Proteja também os móveis e o chão com lençóis velhos ou com folhas de jornal. Caso contrário, é normal que fique com mais algumas manchas para limpar.

    Comece por limpar o pó com um pano ou um aspirador.

    Lave com água morna e detergente suave, de cima para baixo, as superfícies das paredes, quer sejam pintadas, quer sejam revestidas a papel lavável, evitando que a água escorra pela parede, pois esta pode deixar vestígios difíceis de eliminar. Para evitar que isso aconteça, não molhe demasiado a esponja e efectue movimentos circulares. Enxagúe com uma esponja embebida em água limpa e, em seguida seque com um pano branco que não largue pêlo. Proceda da mesma forma ao longo de toda a superfície, mudando a água sempre que esta estiver suja.

    Se o papel não for lavável, remova as nódoas esfregando-as suavemente com uma bola de miolo de pão.

    As nódoas de gordura são mais difíceis de remover. Aqueça-as com a ajuda do secador de cabelo até desaparecerem. As nódoas de caneta de feltro removem-se com álcool puro ou desnaturado.

    Evite utilizar produtos abrasivos, já que estes danificam a tinta. Se a superfície tiver de ser pintada, limpe-a primeiro com aguarrás, para eliminar qualquer vestígio de gordura. Este tratamento constitui uma excelente base para uma nova camada de tinta. Se utilizar algum produto especial, siga escrupulosamente as instruções de utilização.

    Não se esqueça que deve iniciar a limpeza pelas paredes

more 2.2.6. Chão de Madeira

    O chão de madeira envernizado apresenta uma boa resistência ao calor e à água. Lava-se facilmente com um pano húmido, previamente embebido em água e uma solução de detergente neutro. Depois de enxuto fica brilhante dispensando qualquer passagem de cera ou abrilhantador.

    A madeira tem maiores probabilidades para ter arranhões, que outro tipo de pavimento. Não há nenhuma forma fácil de os evitar, estes arranhões são o resultado do uso diário. Assim como, também é difícil prevenir os problemas causados pela expansão e contracção da madeira originada pela temperatura e humidade, pois a madeira é um material natural fibroso e poroso, quando isto acontece poderá ocorrer a separação das tábuas.

    Neste tipo de pavimento, devido à sua natureza, ainda podem surgir, com o passar do tempo sons de tábuas a ranger, apesar de ser extremamente desagradável, é um problema muito difícil de resolver, muitas vezes passa pela substituição total do pavimento

more 2.2.7. Chão em Mosaico

    Este tipo de pavimento é o que tem uma maior durabilidade, os únicos inconvenientes é que se torna mais frio (o que no inverno se torna um pouco desagradável), e é necessário ter mais atenção quando se deixa cair algo no chão, a possibilidade de a peça partir é superior, e por último quando o chão está molhado torna-se mais perigoso, pois alguns pavimentos são bastante escorregadios. Este pavimento permite porém uma maior diversidade de cores e texturas.

    O pavimento em mosaico deve ser limpo com uma solução de detergente líquido aplicado com uma esfregona ou pano. Passe depois com uma camurça. Se entornar água enxagúe imediatamente (o chão molhado é perigosamente escorregadio).

    Lave o pavimento em tijoleira vidrada regularmente com água e uma pequena quantidade de um produto de limpeza de usos gerais. Passe por água limpa.

    Quando um mosaico se quebrar ou fissurar, este torna-se bastante poroso, acabando por partir na sua totalidade, pelo que é preferível a sua substituição à reparação, a dificuldade desta poderá apenas surgir em conseguir um mosaico igual.

more 2.2.8. Azulejos

    Lave regularmente os azulejos com detergente ou com uma mistura de uma chávena de amónia ou vinagre em 4.5 litros de água.

more 2.2.9. Móveis de Cozinha

    Para uma limpeza sem problemas, utilize simplesmente um detergente para lavar a louça à mão, na proporção de uma colher de chá para cada litro de água. Estes produtos têm um excelente poder desengordurante e não estragam os revestimentos.

more 2.2.10. Sanitários e Torneiras

    Lavar sanitários, e torneiras com produto cremoso adequado para não riscar as superfícies. Utilize uma escova de dentes velha para remover sujidade nas zonas de difícil acesso. Para as manchas de humidade recorra a uma solução de lixívia. (Atenção: utilize luvas de protecção para evitar o contacto directo da pele com a lixívia).

    Para obter mais brilho nas torneiras cromadas, limpe-as com papel de jornal. Para tirar as incrustações das torneiras esfregue bem com meio limão até desaparecerem. Enxagúe cuidadosamente e depois seque.

    Limpe a base das torneiras com uma escova de dentes velha, mas limpa com um produto de limpeza em creme, para calcário.

    As cabeças de chuveiro devem ser desatarraxadas de tempos a tempos, e retirar as incrustações de água calcária, esfregando-as com vinagre branco. Se estiverem entupidas meta-as em vinagre puro morno ou num produto desincrustante, use uma escova de dentes ou de agulha de pontear para limpar os orifícios obstruídos.

more 2.2.11. Banheira e Bacia do Duche

    A limpeza da banheira, da bacia de duche e dos azulejos mais próximos é mais fácil logo após cada utilização, quando ainda estão quentes e húmidos. Utilize uma esponja ou um esfregão, com água quente e detergente líquido ou bicarbonato de sódio e, se necessário um produto ligeiramente abrasivo.

    As pequenas manchas de ferrugem podem ser removidas com sumo de limão, vinagre ou água oxigenada. As manchas de calcário são eliminadas com sal e vinagre: aplique a mistura sobre as manchas de calcário, deixe actuar durante cerca de meia hora e raspe a sujidade. Também pode impregnar a sujidade de álcool desnaturado antes de raspar.

    Atenção: Nunca despeje no lavatório ou na banheira a água suja de lavar o chão: pode entupir as canalizações. De preferência, deite-a na sanita.

    Quando necessário, faça correr água quente com um pouco de soda cáustica pelo ralo, a fim de desentupir as canalizações e eliminar os resíduos que aí se acumulam. Evite, no entanto, fazê-lo com demasiada frequência, pois isso poderia danificar os canos. Além disso, não se esqueça de que a utilização de soda cáustica requer cuidados especiais.

more 2.2.12. Cabeça do Chuveiro

    Para eliminar os depósitos de calcário que obstruem a cabeça do chuveiro, é preciso desmontá-la. Mergulhe-a simplesmente em água quente e vinagre (a mesma quantidade de vinagre e água).

more 2.2.13. Portas dos Chuveiro

    As portas envidraçadas limpam-se com uma esponja embebida em vinagre branco.

more 2.2.14. Sanita

    Antes de deitar um detergente apropriado, puxe o autoclismo, para molhar as paredes da sanita. Deixe o produto actuar durante algum tempo e escove com um piaçá. Para as manchas mais rebeldes, deixe o produto actuar durante a noite.

    Não se esqueça de limpar a superfície exterior e a tampa da sanita, com um pano embebido em água e detergente e um pouco de lixívia. Mergulhe regularmente a piaçá em água quente com detergente.

    Atenção: Os depósitos e manchas de calcário podem ser evitados se esfregar diariamente a sanita com a piaçá.

more 2.2.15. Lava-Louça

    Para renovar o brilho, limpe o lava-louça diariamente com o líquido de lavar louça. Use álcool a 90º ou vinagre branco para tirar manchas de água. Dê-lhe brilho esfregando-o com água bicarbonata ou com um produto próprio para aço inoxidável. Enxagúe bem.

    As incrustações de calcário têm tendência a acumular-se em volta dos orifícios de escoamento da água, nas zonas em que a água é muito calcária. Esfregue bem esses depósitos com um limão ou desincrustante.

more 2.2.16. Electrodomésticos

    O fogão limpa-se mais facilmente quando está quente. Verifique se está desligado antes de iniciar a limpeza. Retire todas as partes amovíveis (grades, bicos e botões). Mergulhe-as durante alguns minutos em agua bem quente e detergente desengordurante. Limpe depois com um esfregão fino, para remover bem a sujidade sem riscar as peças. As placas eléctricas limpam-se com um pano húmido.

    O forno deve ser limpo com um produto próprio, passando depois com um pano embebido em água quente. (Atenção: utilize luvas e evite respirar junto da zona do fogão; os produtos utilizados são tóxicos; retire todos os elementos e loiças da zona próxima). Nunca utilize produtos abrasivos.

    O exaustor limpa-se facilmente com água quente e detergente. O filtro metálico deve ser lavado mensalmente. Pode usar a máquina de lavar louça.

    O frigorífico deve ser periodicamente descongelado (leia as instruções do seu aparelho), excepto se este for free frost. Retire todas as partes amovíveis lavando-as em separado. Depois de descongelado, lave o interior com água e vinagre (elimina os cheiros). Enxugue e passe depois com um pano embebido em glicerina. Limpar-se-ão mais facilmente os pingos, e o gelo do descongelador soltar-se-á melhor quando voltar a ser descongelado. Forre a gaveta dos legumes com papel de cozinha: absorve o excesso de humidade, prolongando a duração dos produtos.

    Deverá também limpar com alguma regularidade a grelha de condensação, habitualmente na parte traseira do frigorífico, use um aspirador para retira a poeira.

    Atenção: Leia as instruções de utilização dos equipamentos.

    Nos fogões a gás, mantenha os orifícios de saída de gás limpos e, se necessário desentupa-os com uma agulha. Depois de limpos, verifique se os bicos funcionam bem.

more 2.2.17. Garagem

    O grande problema na garagem deverá ser as nódoas de óleo no chão.

    Cubra as nódoas frescas de óleo com bastante desperdício e depois esfregue-o com o pé. Varra o desperdício após absorver o óleo, e depois deite-o fora.

    Quando usar soda cáustica comece por rapar o máximo de sujidade depositada que puder com a ajuda de uma espátula. Molhe as restantes manchas de óleo e depois salpique-as com cristais de soda cáustica. À medida que se dissolvem, use uma escova de cerdas para esfregar as nódoas durante 15 a 20 minutos. Junte mais soda cáustica e continue a esfregar. Enxagúe as nódoas com água limpa.

more 2.2.18. Arrecadação

    Conserve a arrecadação arrumada e limpa. Evite acumular demasiadas coisas: pilhas de jornais, tapetes, roupa velha, etc., objectos inflamáveis que representam um risco evidente de incêndio.

    Comece por varrer ou aspirar o chão. Em seguida, lave com um pano ou uma esfregona molhados em água e detergente e enxagúe. Para uma limpeza mais rigorosa, acrescente um pouco de bicarbonato de sódio à água (duas a quatro colheres de sopa por balde). Limpe as manchas de óleo ou gordura com bicarbonato de sódio.

    Deixe actuar o produto sobre as manchas durante uma hora, enxagúe e, se necessário, repita a operação. Pode também espalhar sobre a mancha areia fina (seca) ou serradura e varrer em seguida. Em alternativa, cubra-a com detergente e deite água bem quente por cima.

more 2.3. O que fazer para evitar condensações e o que fazer quando aparecem bolores?

    Existem diversas razões para o aparecimento de humidades nas paredes da casa.

    É necessário em primeiro lugar, explicar o que é uma condensação. O fenómeno explica-se facilmente com uma comparação: Quando traz para dentro de casa uma garrafa que foi buscar à adega (fresca) esta fica imediatamente embaciada. A humidade que se encontra em estado de vapor – numa casa cuja a temperatura ronda os 20ºC depõe-se em finas gotas sobre a superfície que está fria (paredes exteriores, vidros e lajes de cobertura).

    Para compreender melhor como se podem evitar condensações, temos de perceber também a importância de ventilar, vamos recorrer a outro exemplo simples: Quando quer secar a sua roupa só o consegue fazer num ambiente em que o ar circule e renove o ar saturado por ar seco, é precisamente o mesmo fenómeno que se pretende com a ventilação em casa, é renovar o ar carregado em vapor de água por ar seco, para secar as paredes, as lajes de cobertura e os vidros da nossa casa.

    Existe então 3 fenómenos que é preciso controlar para evitar a condensação:

  • Temperatura, quanto maior for menor o risco de condensação;
  • Humidade (vapor de água dentro da casa)
  • Ventilação;
  • Quando a percentagem de humidade é muito elevada (nas cozinhas, casas de banho e nos quartos) as partes mais frias da casa ficam muito propensas a condensações e consequentemente aos bolores.

    As principais causas de uma humidade elevada são as peças de roupa postas a secar dentro de casa, a respiração e a preparação das refeições que contenham água e os banhos com água quente. Começa por aparecer nas aberturas metálicas. Quanto mais desce a temperatura, mais o perigo de condensação aumenta.

    Acautele esta situação, com algumas medidas preventivas:

  • Aqueça e ventile diariamente a casa;
  • Comece por combater as manchas de bolor utilizando um fungicida desinfectante, depois de ter humedecido a zona infestada com álcool desnaturado. Ensope com uma boneca de algodão e retira com papel absorvente;
  • Limpe com regularidade os caixilhos das janelas e os respectivos escoadouros (drenos) das águas pluviais;
  • Mantenha as juntas das tijoleiras da cozinha e casa de banho, bem vedadas, sobretudo na zona junto da banheira e do chuveiro;
  • Favoreça uma boa circulação do ar debaixo dos móveis e nos cantos mais baixos dos quartos, para isso não encoste directamente os armários ou outro mobiliário às paredes – deixe um espaço entre eles.
2.4. Quais as principais regras de conservação e reparação para?
more 2.4.1. Janelas e Portas

    Com a utilização frequente, os puxadores e as dobradiças das portas começam a soltar-se. Pode solucionar o problema apertando os parafusos.

    Se, ao abrir e fechar, a porta arrasta pelo chão, retire-a e lixe a parte inferior. Também pode colocar uma anilha de aço na dobradiça.

    Em princípio uma fechadura necessita de pouca manutenção: basta que seja lubrificada periodicamente, sobretudo se range. Mas não convém utilizar óleo: ao misturar-se com o pó existente na fechadura, o óleo forma uma amálgama que pode perturbar o bom funcionamento do mecanismo. O lubrificante mais adequado para as fechaduras é a grafite. Depois de a ter introduzido no canhão, gire diversas vezes a chave, para que o produto fique bem distribuído.

more 2.4.2. Paredes

    Repare as pequenas fendas com um produto de enchimento celulósico, aplicado com uma espátula. Utilize pequenas quantidades de cada vez, pois este produto seca rapidamente. Pinte periodicamente a sua casa. Lembre-se que as cores claras requerem uma maior manutenção. Tenho os cuidados acima indicados para evitar codensações.

more 2.4.3. Torneiras

    Se a água não flui com pressão suficiente pela torneira, verifique o filtro desta. Este pode ficar bloqueado com resíduos. Retire o filtro e substitua-o, caso haja necessidade, ou limpe-o com uma escova de dentes velha.

    Periodicamente deverá proceder à inspecção do filtro.

    Atenção

  • A primeira coisa a fazer, antes de iniciar a reparação de uma torneira, é cortar a água. Se existir uma torneira de segurança feche-a, caso contrário terá de fechar a torneira principal (no contador). Em seguida esvazie a água que tiver ficado na conduta de alimentação da torneira.
  • Os cromados das torneiras riscam-se facilmente. Utilize as ferramentas com cuidado e, sempre que possível, proteja as torneiras com um pano para que não entre em contacto directo com a ferramenta.
more 2.4.4. Ralos

    Apesar das tampas dos ralos, serem semelhantes nos lavatórios e banheiras, vistas do exterior, os seus mecanismos, são porém bastante diferentes. Como se pode observar nas figuras.

    Enquanto retirar a tampa dos ralos nos lavatórios é uma tarefa simples, sem grandes consequências, retirar esta mesma tampa na banheira poder-se-á revelar desastroso.

    O problema mais comum, é quando estas tampas não fecham completamente ou têm dificuldade em abrir. São problemas mecânicos que se resolvem facilmente através de um ajustamento, na parte de trás do lavatório. Porém este problema também pode ser devido a uma situação de bloqueio, originada por exemplo por cabelos presos nos arames; se isto acontecer levante a tampa e observe, se verificar qualquer obstrução, retire-a.

more 2.4.5. Canos

    Para evitar o entupimento dos canos deite, com frequência, cristais de soda sobre os orifícios (ralos) e verta, por cima, água quente (mas não muito), conserva assim os canos limpos e elimina obstruções que se estejam a formar. Não deite substâncias que possam provocar entupimentos dos canos e cheiros desagradáveis.

    Atenção: Faça sempre esta operação com máscara de protecção para os olhos e luvas grossas

    Mais vale prevenir: um lavatório ou um lava-loiça entupidos constituem um aborrecimento. Por este motivo, é conveniente tomar as precauções necessárias para evitar que isso se repita com frequência:

    1. O ralo de evacuação deve possuir sempre uma pequena grelas, para reter grande parte dos resíduos, que podem mais facilmente impedir o escoamento da água;
    2. Nunca deite restos de café, folhas de chá, ou verduras no lava-loiça;
    3. Se entornou substâncias gordurosas, o que deverá sempre evitar, deite imediatamente, água quente por cima, se não o fizer, a gordura pode solidificar-se no sifão e entupi-lo.
    4. Evite deitar no esgoto doméstico líquidos agressivos ou corrosivos: tintas, diluentes, aguada de cal, cimento, etc.

    Este tipo de materiais pode atacar o plástico das tubagens. Uma rotura na tubagem do esgoto é uma reparação dispendiosa.

    Inspeccione e limpe periodicamente, os sifões dos lavatórios e lava-loiça. Esta prática é igualmente válida para os sifões e os ralos das máquinas de lavar loiça e roupa.

    Em caso de entupimento, e antes de utilizar produtos químicos, tente desobstruir o cano, com um desentupidor de ventosa. Certifique-se que o cano é suficientemente largo para poder utilizar o desentupidor de ventosa.

more 2.4.6. Lava-Loiça

    Evite a passagem pelo ralo de materiais sólidos, não degradáveis na água (caroços, bagos de arroz, escamas, etc.). Evite também a passagem de gorduras, que ficam sólidas a frio (molhos, etc.). Se acidentalmente despejar gordura, lance imediatamente a seguir, uma chaleira de água a ferver. Repita o tratamento até ficar tudo desimpedido.

    Utilize detergentes biodegradáveis, pois estes evitam a criação de espumas que petrificam nos sifões. Em caso de entupimento do esgoto do lava-loiça, proceda à sua desobstrução através do tampão de inspecção.

more 2.4.7. Lavatórios e Banheiras

    Evite deixar passar cabelos pelo ralo do lavatório e da banheira. Deite-os na sanita ou no caixote do lixo que deverá ter nas instalações sanitárias. Os cabelos formam uma teia no sifão, obstruindo a passagem de água. Quando isso acontecer, proceda à limpeza do sifão desenroscando o tampão de inspecção. Faça o mesmo na caixa de visita do pavimento se o entupimento na casa de banho for geral.

    Esmalte da Banheira lascado: Se a área lascada for pequena, pode tentar repará-la a frio com um verniz de poliuretano ou com um esmalte brilhante corrente. Em primeiro lugar, é necessário desengordurar a área com benzina ou tricloroetileno e, posteriormente, passar com uma lixa fina e limpar com água. Assim que secar bem, aplique o produto. A operação é pouco dispendiosa, mas também pouco resistente. Será necessário repeti-la de vez em quando.

    Também existem produtos especiais para reparar lascas de esmalte. Para os utilizar, leia atentamente o folheto de instruções. Geralmente, obtém-se um melhor resultado fazendo várias aplicações e lixando sob água corrente com uma lixa de metal muito fina após cada aplicação.

    Se a área lascada for muito grande chame um técnico. É evidente que este procedimento deve ser relativamente dispendiosos. Mais vale comparar o preço pedido com o de uma banheira nova (incluindo a sua montagem).

more 2.4.8. Sanita

    Se a sanita entupir não puxe continuamente o autoclismo. Se não tiver um desentupidor em casa, enrole uma toalha velha à escova da sanita e movimente-a, vigorosamente, para cima e para baixo, até a sanita desentupir.

    Evite deitar grandes quantidades de papel higiénico. Não deite pensos higiénicos ou fraldas descartáveis na sanita. Utilize para isso o caixote do lixo. Os pensos e fraldas descartáveis constituem a principal causa  de obstrução das prumadas e das caixas de esgoto porque “incham” dentro de água.

    Qualquer material que não seja auto degradável na água pode provocar o entupimento do esgoto da casa.

more 2.4.9. Autoclismo

    Se o autoclismo não funciona, feche a válvula de corte (torneira de segurança), levante a tampa do reservatório e verifique o estado da bóia. Por vezes pequenos detritos e ferrugem impedem que a bóia feche automaticamente. Se o gancho da bóia estiver desligado pode prendê-lo, provisoriamente, com um fio ou arame.
    Quando a água transborda do autoclismo pode ser devido à bóia estar estragada, o braço da bóia estar com uma inclinação errada ou a anilhada válvula de entrada de água estar gasta. Se um autoclismo estiver a transbordar, levante o braço da bóia, amarre-o a uma colher de pau para o manter numa posição elevada até poder colocar um novo.

    A seguir enumeram-se os problemas mais frequentes de um autoclismo e modo mais fácil de os solucionar:

  • Limpeza e substituição de peças
  • Para desmontar o mecanismo, feche a torneira de segurança, ou na sua ausência, a torneira principal. Em seguida, faça subir o flutuador. Desaparafuse e retire a torneira do autoclismos, verificando a sequência das operações. Limpe as várias peças, substitua as juntas gastas ou danificadas e volte a montar a torneira. Se esta for velha, pode ser que não seja suficiente limpá-la e, nesse caso, o melhor é instalar uma nova. É conveniente levar a torneira velha quando for comprar a nova, para que o vendedor lhe possa fornecer um modelo com as dimensões adequadas.

  • O depósito enche muito devagar
  • Esta lentidão pode ser provocada por uma baixa de pressão de água na canalização ou por qualquer problema no autoclismo.

    Comece por verificar a pressão de saída da água. Se for pouco potente, confirme se os seus vizinhos também têm o mesmo problema. Caso contrário é melhor chamar um canalizador. Se o problema for comum, contacte a companhia de abastecimento de água.

    Se não detectar qualquer problema de pressão, verifique:

  • A estanquecidade da junta de borracha,
  • A válvula da torneira. Se estiver entupida, desmonte-a e limpe-a; aproveite a ocasião para substituir as junta e limpar o depósito.
  • O depósito enche pouco ou em excesso
  • Em ambos os casos é necessário examinar o flutuador: levante-o ou baixe-o, a fim de regular adequadamente a entrada de água. Se o flutuador não tiver um mecanismo de ajuste, dobre um pouco a alavanca: para baixo, se o nível da água for excessivo; para cima, se for insuficiente.

    Pode acontecer que o flutuador roce na parede do depósito podendo mesmo ficar preso. Neste caso, puxe ligeiramente a alavanca, até que o flutuador se possa mover livremente. Em seguida, verifique novamente se a água atinge o nível adequado (se necessário, regule-o uma vez mais, como indicado anteriormente).

  • Fugas
  • No fundo do autoclismo, a estanquecidade é assegurada por uma junta de borracha. Quando esta junta está muito suja ou endurecida ocorrem fugas constantes. Tente solucionar este problema limpando a junta e a parte  do depósito em que assenta. Se a operação não resultar, poderá ser necessário substituir a junta. Mas, antes disso verifique se montar a junta ao contrário soluciona o problema.

    Se for comprar uma junta nova, leve a velha para lhe servir de modelo, já que existem muitos tipos, de várias dimensões.

    Atenção: Se despejar de vez em quando cerca de um litro de vinagre no depósito (uma vez por ano) e o deixar actuar durante a noite, reduzirá a frequência dos problemas que assinalámos.

more 2.4.10. Chuveiro

    O chuveiro está obstruído

    Os vários furos existente no disco do pulverizador vão sendo obstruídos pela acção do calcário. Desaparafuse a grelha (basta retirar o parafuso do centro) e mergulhe-a durante uma ou duas horas numa solução com uma substância desincrustante (por exemplo vinagre quente).

    ATENÇÃO! Nem todos os pulverizadores de chuveiro são desmontáveis. Alguns são constituídos por peças soldados entre si. Neste caso, terá de desentupir os furos com uma agulha.

more 2.4.11. Ficha e Fios Eléctricos

    Verifique com regularidade os cabos da aparelhagem eléctrica, de modo a detectar se estão secos, endurecidos, gastos ou rachados. Evita assim acidentes.

    Substitua as tomadas partidas ou rachadas, de modo a impedir que a humidade se infiltre nelas. Nos aparelhos portáteis utilize fichas de borracha, pois não se danificam tão facilmente.

    Não faça furos nas paredes junto aos interruptores e tomadas. Pode electrocutar-se!

more 2.4.12. Lâmpadas

    Verifique, com regularidade, os suportes das lâmpadas, pois o calor danifica-os.

    A elevada temperatura que atingem as lâmpadas quando acesas, e o arrefecimento que se segue quando são apagadas provocam a aspiração das poeiras ambientais, acabando por se encardir, pelo que se impõe uma limpeza frequente.

    As lâmpadas fluorescentes devem ser substituídas quando emitem uma luz vermelha; começam a escurecer nas extremidades ou a luminosidade a “tremer”. Esta última situação, no entanto, pode ocorrer apenas por redução temporária de voltagem ou por problemas no arrancador.

more 2.4.13. Caixa de Ferramentas

    Tenha em casa um conjunto de ferramentas de primeira necessidade para as reparações de emergência. Escolha as de melhor qualidade pois, embora mais caras, são mais resistentes e de mais fácil manuseamento. Guarde-as em local seguro, longe do alcance das crianças.

  • Ferramentas essenciais:
  • Dois martelos: um de 150gr e outro de 350 gr,
  • chave inglesa,
  • chave de grifos,
  • alicate universal e de descascar,
  • chave de fendas simples de vários tamanhos e de roseta,
  • lima,
  • tesoura,
  • papel de lixa de várias espessuras
  • fita métrica,
  • chave busca-pólos,
  • fita isoladora,
  • óleo lubrificante,
  • pregos, parafusos e buchas de vários tamanhos,
  • x-acto,
  • lâmina com extremidade em carboneto de tungsténio,
  • serrote,
  • berbequim eléctrico multiusos
  • Deverá também, ter sempre ao seu alcance: uma lanterna com pilha e um par de luvas de borracha.

more 2.5. Como fazer para poupar energia e água?

    A gestão da casa passa, também pelo uso correcto dos equipamentos e recursos que ela mobiliza. As regras que se indicam permitem uma utilização racional dos equipamentos domésticos, a sua manutenção e a redução dos consumos.

more 2.5.1. Fogões

    Os fogões eléctricos ou a gás representam uma parte significativa dos consumos energéticos da casa. Uma utilização adequada pode reduzir, significativamente os consumos:

  • Verifique o bom estado das peças de queima, e limpe-os periodicamente.
  • Aqueça os líquidos sempre em recipientes fechados, reduzindo a chama para o mínimo quando iniciarem fervura.
  • Utilize o forno com moderação. Demora muito tempo a aquecer (sobretudo se for grande) consumindo muita energia.
  • Ao cozinhar utilize recipientes cujo fundo cubra totalmente a chama do bico do fogão.
  • Use panelas de dois andares ou panelas de pressão. Estas são mais rápidas e consomem menos energia.
  • Mantenha as panelas tapadas sempre que possa, especialmente para aquecer água ou sopa. Quanto menos tempo levar a cozinhar, menos energia gasta. Se precisa de deixar a panela destapada para que o cozinhado perca água, experimente usar menos água da próxima vez.
more 2.5.2. Máquinas de Lavar

    O consumo de energia das máquinas de lavar resulta, sobretudo, da produção de água quente. Racionalize a sua utilização:

    1. Utilize as máquinas (roupa e louça) completamente cheias (respeitando o valor máximo da sua capacidade). Utilize o botão “meia carga”, quando possível, no caso de não haver roupa suficiente para encher a máquina.
    2. Recorra aos programas de água quente apenas quando a roupa estiver excessivamente suja, utilizando água fria consumirá menos energia,
    3. Agrupe a roupa por categorias, adoptando os programas mais económicos para cada grupo,
    4. Sempre que possível ligue as máquinas à noite, período em que as tarifas de energia são mais reduzidas.
    5. Racionalize o uso de detergente tendo em atenção a dureza da água.

    Na máquina de lavar louça tenha atenção à forma como coloca a louça, para esta não bloquear o sistema de lavagem, ou o dispositivo do detergente

more 2.5.3. Frigoríficos/Arcas

    De todos os electrodomésticos os frigoríficos e as arcas são os electrodomésticos que consomem mais energia. Para reduzir este consumo deverá:

  • Não comprimir os alimentos, para que o ar circule livremente no interior do frigorífico. No congelador/arca proceda de forma inversa. Comprima os alimentos para impedir a circulação do ar,
  • Evite abrir as portas com frequência.
  • Arrume os produtos de acordo com a sequência e a frequência de utilização previstas,
  • Não coloque produtos quentes no frigorífico/arca; proteja os alimentos (embale-os ou guarde-os em recipientes fechados) para evitar a sua desidratação, provocada pelo gelo,
  • Descongele periodicamente o frigorífico: obterá melhor refrigeração, mais espaço no congelador, e diminuirá o consumo de energia,
  • Afaste-o ligeiramente da parede, para melhorar a circulação do ar. Nunca o coloque junto ao fogão.
  • A temperatura ideal para a arca deverá variar entre –21ºC e –15ºC e no frigorífico entre 2ºC e 3ºC.
  • Não coloque o frigorífico perto do fogão ou de uma janela  que apanhe muito sol; o frigorífico será forçado a trabalhar mais para se manter frio.
  • Feche sempre bem a porta do frigorífico, Se a deixar aberta haverá um maior dispêndio de energia para manter a temperatura, e os alimentos poderão estragar-se.
  • Não abra e feche mil vezes a porta do frigorífico, nem a mantenha  aberta enquanto pensa no que vai tirar. Antes de começar a cozinhar, por exemplo, pense primeiro em tudo aquilo que precisa e retire tudo de uma só vez. Este cuidado é particularmente importante no caso dos congeladores. Assim, evitará perder o frio, desnecessariamente.
  • Procure manter os líquidos e a comida bem tapados, no frigorífico. Desta forma conseguirá reduzir a libertação de humidade, evitando que o compressor do frigorífico se esforce mais e gaste mais energia.
  • Certifique-se de que a porta do frigorífico está bem calafetada. Uma forma de o fazer é entalar uma nota na porta. Se a puxar, em abrir o frigorífico, e ela sair facilmente, é melhor substituir a borracha que calafeta a porta.
more 2.5.4. Esquentadores

    O aquecimento de águas processa-se quase sempre pelo esquentador. Sugerimos algumas regras de poupança:

  • Apague o piloto do esquentador sempre que não necessitar de utilizá-lo (o piloto acesso durante o dia corresponde a 30% de aumento de consumo de gás, e durante a noite a 60%),
  • Mande fazer uma revisão anual ao seu esquentador: prolongará a sua duração e obterá um melhor rendimento,
  • Prefira o duche ao banho de imersão, assim gasta apenas metade da água e esta não precisa de estar tão fria. Poupa água e energia.
more 2.5.5. Iluminação

    Os principais meios de iluminação são as lâmpadas: incandescentes e fluorescentes. Estas oferecem uma rentabilidade superior, desde que se conservem acesas mais de 2 horas/dia. Existem no mercado lâmpadas de tipo fluorescente, do tamanho e forma aproximada das de incandescência. Embora tenham, um custo mais elevado, consomem menos energia. Pode, ainda, reduzir os consumos:

  • Utilizando lâmpadas com potência adequada aos diferentes compartimentos da casa.
  • Mantendo iluminados apenas os locais que estão a ser utilizados: reduzirá o consumo e prolongará a duração das lâmpadas.
  • Aproveitando ao máximo a luminosidade natural.
  • Ao diminuir os gastos de electricidade, ajuda a reduzir a produção de dióxido de enxofre e dióxido de carbono, provenientes das centrais.
  • Utilize, sempre que possível, a electricidade em vez das pilhas. As pilhas são mais caras e a sua produção é mais poluente que a produção de electricidade
more 2.5.6. Diversos
  • Procure não ligar a chaleira eléctrica só para aquecer uma chávena de chá, nem ligar o forno para cozinhar uma só coisa.
  • Sempre que comprar um electrodoméstico, verifique o seu consumo de energia.
  • Desligue o monitor, se o computador estiver inactivo durante mais de cinco minutos. Desligue o computador se estiver inactivo durante mais de 20 minutos. Na maior parte dos computadores é possível programar o sistema para que ele realize estes pequenos gestos, de poupança sem a sua intervenção.
  • É preferível ligar a máquina de barbear à corrente em vez de usá-la com pilhas.
  • Encha o lavatório quando fizer a barba. Gastará menos água.
  • Encha o lava-loiça, quando estiver a lavar a loiça à mão.
  • Não deixe as torneiras a correr enquanto lava os dentes ou as mãos.
  • Sempre que tiver que esperar por água quente – no duche ou quando lava a roupa – ponha um balde ou alguidar debaixo a torneira para apanhar a água até ela atingir a temperatura certa. Esta pode ser utilizada para regar plantas, lavar o carro ou dar de beber aos animais de estimação.

3. Conforto Térmico, Acústico e Visual

more 3.1. O que fazer para conseguir um maior conforto térmico na minha casa?

    Consideram-se níveis aceitáveis de conforto térmico higrométrico os seguintes:

    No Inverno:

  • Temperatura: 18 - 20ºC
  • Humidade: 35 - 70 %
  • No Verão:

  • Temperatura: 24 - 26ºC
  • Humidade: 35 - 70 %
  • As condições originais de Temperatura podem ser melhoradas com meios complementares activos. Mas podem, também ser melhoradas adoptando medidas práticas de gestão doméstica:

  • No Inverno: abrir, durante o dia a persianas, deixando entrar o sol, e protegendo a sua incidência directa no mobiliário com cortinados translúcidos; ao fim do dia fechar tudo e usar o aquecimento quando se justifique.
  • No Verão: o objectivo é “evitar a entrada de sol durante o dia” e “varrer o calor durante a noite”. Para isso: durante o dia mantenha as persianas e as janelas fechadas, ventilando a casa ao fim da tarde e à noite.
  • No Inverno deverá ter maiores cuidados com as portas e janelas, de forma a não permitir a entrada de frio e desta forma gastos de energia supérflua. Assim, pode calafetá-las com fita de espuma sintética ou de borracha autocolante colocada ao longo dos caixilhos .Também pode utilizar fita metálica que tem a vantagem de durar mais tempo que a espuma ou a borracha.

    Antes de colocar o material de isolamento, limpe bem a área a calafetar.

  • Se utilizar fitas de isolamento verifique se não estão dobradas ou tortas. Ao colocar a fita, mantenha-a direita e pressione-a bem, para que não saia do lugar quando abrir e fechar a porta ou janela. Ajuste as pontas da fita aos cantos dos caixilhos.
  • Os cortinados, sobretudo os mais pesados, também oferecem uma certa protecção contra a entrada de frio e de calor através dos vidros.
  • No entanto a calefacção nunca deve colidir com a ventilação do interior das habitações que é indispensável para garantir:

  • A renovação do ar interior, evitando a acumulação de ar poluído e de cheiros desagradáveis;
  • A dissipação de humidade nas paredes interiores  (ver capítulo sobre as codensações)
  • Não esqueça que o ar extraído vai sendo substituído por ar proveniente do exterior. A vedação das frinchas inferiores das portas e em particular da porta de entrada e o fecho das grelhas de respiração das janelas ou caixa de estores , é por estas razões sempre desaconselhável.

more 3.2. O que fazer para conseguir um maior conforto acústico na minha casa?

    O conforto acústico é avaliado pelo nível de pressão sonora no interior da habitação. O nível de pressão sonora é medida em db(A).

    Varia com o nível de ruído do exterior (da rua e dos vizinhos) e do grau de protecção da envolvente exterior da sua casa (paredes, vãos e laje).

    Os hábitos culturais de cada família e o modo como as pessoas estão em casa e se relacionam entre si condicionam o conforto acústico dos vizinhos.

    A pressão sonora é originada de duas formas:

    1. sons aéreos (p.ex. voz humana, rádio, tv);
    2. sons de percussão (p.ex. o andar, ou arrastar de objectos no pavimento, sons que se transmitem pela estrutura do edifício ).

    O isolamento aos sons aéreos provenientes do exterior melhora com a “massa” da envolvente, bem como a inserção de alguns elementos absorventes. Assim podem integrar-se móveis pesados (p.ex. estantes) nas paredes e optar por cortinados pesados que permitem um melhor absorção do som. O isolamento aos sons de percussão depende do revestimento do pavimento, os tapetes são o bom elemento de atenuação destes sons.

more 3.3. O que fazer para conseguir um maior conforto visual na minha casa?

    A iluminação pode fazer uma enorme diferença nas sensações que uma divisão transmite e na sua funcionalidade.

    Devidamente planeada a iluminação (durante o dia com luz natural e durante a noite com luz artificial), deverá conseguir conforto visual para as diferentes actividades domésticas (preparação de refeições, leitura, hobbies, entre outras).

    Na iluminação artificial há, que procurar optimizar a relação entre o conforto visual e o consumo/despesa com a energia.

    Obtém-se um elevado grau de conforto conjugando um nível satisfatório de iluminação ambiente difusa, de intensidade baixa e cor quente, com iluminação pontual mais fria e mais intensa, nas diferentes zonas de trabalho: preparação de alimentos, refeições, higiene pessoal, leitura e trabalho.

    A pintura das paredes com cores claras contribui para um maior conforto visual. A casa parece assim mais luminosa. Em revestimento de pavimentos é conveniente usar cores médias, para evitar reflexos desagradáveis.

4. Decoração

more 4.1.1. Como arranjar soluções para decorar a minha casa com uma organização espacial funcional?

    Use a planta para ensaios de arrumação de mobiliário. Utilize pequenos bocados de papelão representando, na mesma escala, as peças de mobiliário e cole-as na planta. Tire fotocópia. Arrume de outra maneira, fotocopie e compare. Este é o “jogo dos espaços” a que a família se pode dedicar, imaginando localizações, circulações, espaços livres...

    Deve ter em atenção o local das tomadas de electricidade: facilitam mais uns tipos de organização que outros.

    A apropriação pessoal dos espaços da casa implica, também pequenos trabalhos de adaptação e transformação: pintar paredes, colocar armaduras e candeeiros, colocar quadros nas paredes, etc..

    Há cada vez mais pessoas a dedicarem-se directamente a estas tarefas: é o “faça você mesmo”.

    Existem diversas ofertas de apoio especializado a esta actividade: materiais, ferramentas, “fichas” com a descrição dos trabalhos, etc..

Empreendimentos Martins e Irmão

Martins e Irmão